Dicas e Curiosidades || Saúde: Higienização canina

Saúde: Higienização canina
Saúde: Higienização canina

Cuidados regulares com a higiene são indispensáveis para que a convivência com um cãozinho seja a mais próxima e harmoniosa possível. Mantendo-o limpo e saudável, você preservará não só a saúde dele como de toda sua família, pois algumas doenças de pele como a sarna sarcóptica e a dermatofitose (micose) também são transmissíveis aos seres humanos (zoonoses).

Início dos cuidados
Esses cuidados higiênicos devem ser estimulados desde sua chegada, para que o cãozinho associe esses momentos como hábitos rotineiros, e não como “sessões de tortura”.

Sempre que o filhote se comportar adequadamente durante qualquer procedimento de higiene, não esqueça de elogiá-lo, enchê-lo de carinho ou mesmo recompensá-lo com um petisco canino ao término desses cuidados.

Técnicas, produtos e apetrechos
Todos os produtos (xampus, sabonetes, condicionadores, ceruminolíticos, pasta dental, etc.) e apetrechos (escovas, rasqueadeiras, pentes, tesouras, etc.) utilizados para a higienização de um cãozinho devem ser indicados por um profissional.

Peça também que ele demonstre a maneira correta de usar esses produtos e apetrechos, bem como lidar com ele durante esses cuidados. Com um pouco de técnica, paciência e dedicação consegue-se higienizar corretamente um filhote sem machucá-lo e traumatizá-lo.

Os cuidados higiênicos que devem ser realizados regularmente são: higiene dos olhos, das orelhas, dos dentes, das patas e unhas, da pele e do pêlo (escovação, banho e tosa).

Higiene dos olhos
A partir de?
Desde a chegada do filhote ao novo lar.

Com o quê?
A limpeza deve ser feita com soro fisiológico. Não utilize água nem colírios de uso veterinário ou humano.

Como fazer?
Levante e segure a cabeça do filhote delicadamente apontando seu focinho para o alto. Pingue algumas gotas da solução nas bordas dos olhos até se espalhar e cobrir todo o globo ocular.

Remova o excesso do soro fisiológico e a secreção ocular (remela) que se acumula nas bordas das pálpebras, pressionando-as delicadamente com uma gaze ou um tecido macio e absorvente que não solte fiapos que possam irritar os olhos.

Com que freqüência?
Normalmente diária e pela manhã, quando o acúmulo de secreção é maior, mas deve ser confirmado por um profissional de acordo com a quantidade de secreção que se acumula nas bordas das pálpebras.

Cães que vivem e/ou freqüentam locais que possuem muitas partículas em suspensão no ar (poluição, poeira, produtos químicos, etc.) lacrimejam mais como mecanismo de lavagem e proteção dos olhos.

Raças que possuem focinho curto, pêlo longo e olhos grandes também lacrimejam mais pela própria anatomia dos olhos, precisando de uma atenção especial com esse tipo de higiene.

Higiene das orelhas
A partir de?
Desde a chegada do filhote ao novo lar.

Com o quê?
A limpeza deve ser feita com soluções ceruminolíticas de uso veterinário. Não utilize produtos como álcool, éter, óleos ou simplesmente água.

Como fazer?
Segure a cabeça do filhote delicadamente e levante a ponta da orelha até deixá-la na posição vertical.

Pingue várias gotas dentro do canal auditivo massageando-a externamente pela base, até perceber que toda a pele interna da orelha está úmida com a solução.

Deixe que o animal chacoalhe fortemente a cabeça para os lados, pois isso facilita a expulsão dos resíduos. Caso exista muito cerume, repita o procedimento anterior até deixá-los bem limpos, removendo o excesso do produto e do cerume friccionando um chumaço de algodão seco em todas as áreas acessíveis do pavilhão auricular.

Com que freqüência?
Normalmente semanal, mas deve ser confirmado por um profissional de acordo com a anatomia da orelha, a quantidade de pêlos existentes em seu interior e a produção de cerume.

Cães que vivem e/ou freqüentam locais onde há muito vento, umidade e matéria orgânica (areia, terra, grama, jardim, etc.), necessitam de cuidados preventivos mais intensos.

Raças que possuem pêlos no interior da orelha, orelhas muito grandes e caídas também precisam de uma atenção especial, pois são mais predispostos a desenvolverem infecções de ouvido.

Higiene dos dentes
A partir de?
Desde a chegada do filhote ao novo lar. Indicamos essa idade com o único intuito de familiarizá-lo com o procedimento, pois nessa idade ainda estão erupcionando os últimos dentes de leite.

Com o quê?
A limpeza deve ser feita com água corrente ou pasta dental de uso veterinário. Nunca utilize pasta dental de uso humano.

Como fazer?
Segure a cabeça do filhote delicadamente levantando seus lábios superiores. Umedeça uma gaze com água ou pasta dental de uso veterinário friccionando-o nos dentes com movimentos que se iniciam sempre da gengiva em direção a ponta dos dentes permanentes que ocorre por volta de 6 meses de idade.

Aumente gradativamente o tempo e a área de escovação, até conseguir escovar toda sua arcada dentária sem maiores dificuldades.

Com que freqüência?
Normalmente de 3 a 4 vezes por semana, principalmente após a erupção completa dos dentes permanentes que ocorre por volta de 6 meses de idade. Não esqueça de substituir a gaze por uma escova de dentes específica para o porte do cão.

Cães que possuem uma alimentação incorreta (massas, doces, carne, comida caseira, etc.) precisam de cuidados muito mais freqüentes com escovação.

Cães de raça miniatura e de porte pequeno necessitam de uma atenção especial com esse tipo de higiene, pois possuem propensão a acumular tártaro com muito mais facilidade que as raças grandes.

Nessas raças também é freqüente a persistência de dentes de leite, provocando um “encavalamento” durante a troca de dentição. Se isso persistir após a erupção completa dos dentes permanentes que ocorre por volta de 6 meses de idade, irá comprometer a mordida do animal (oclusão) além de apresentar um acúmulo precoce de tártaro.

Higiene das patas e corte das unhas
A partir de?
Desde a chegada do filhote ao novo lar.

Com o quê?
A limpeza das patas deve ser feita com soluções anti-sépticas não irritantes de uso humano ou veterinário. A lavagem das patas deve ser feita com xampus neutros de uso veterinário.
Não utilize produtos irritantes para limpá-las como éter e álcool, e muito menos detergentes e sabões comuns para lavá-las. O corte das unhas deve ser feito com uma tesoura apropriada de uso veterinário compatível com seu porte. Não utilize tesouras para corte de unhas de uso humano nem tesouras comuns.

Como fazer?
Umedeça uma gaze ou pano macio com a solução anti-séptica não irritante e friccione nos locais onde o acúmulo de sujeira é maior: na base das unhas, entre os coxins (almofadinhas) e entre os dedos até conseguir removê-lo completamente.

Se estiver muito difícil a remoção dessas sujeiras, lave toda a pata com xampu neutro. Lembre-se de secar muito bem toda a pata ao final da higiene.

Já o corte das unhas deve ser feito numa posição perpendicular em relação ao corpo da unha, tomando-se muito cuidado para não atingir vasos sanguíneos que as irrigam.

A distinção da área vascularizada e inervada (coloração rosada) com a área que pode ser cortada (coloração esbranquiçada) é facilmente distingüível em cães que possuem unhas sem pigmentação.

Mas se o seu cão só tiver unhas bem pigmentadas (bem escuras), tenha cuidado redobrado na hora de “aparar” as pontas. Na dúvida, peça auxílio de um médico veterinário.

Com que freqüência ?
A freqüência da higiene das patas varia de acordo com a presença, quantidade e comprimento dos pêlos nas patas e principalmente dos hábitos de higiene do animal.

A freqüência do corte das unhas em filhotes normalmente é mensal, mas deve ser determinado de acordo com a raça, o porte e principalmente o piso onde o cão vive.

Em cães adultos, podemos avaliar se as unhas precisam ser cortadas da seguinte maneira: mantemos o animal parado, de pé. Se nessa posição as pontas das unhas não tocarem no chão, o comprimento das unhas está adequado.

Devemos ter uma atenção especial com as unhas do primeiro dígito, comumente chamados de “ergot”, “esporão”, “unha de lobo”, etc. Esses primeiros dígitos localizam-se na face interna das patas anteriores, e às vezes também nas patas posteriores.

Não tendo contato com o chão, não há desgaste. Como o crescimento da unha é curvado para baixo, há o risco da unha encravar na própria pele se não a cortarmos regularmente. Caso essa unha comprida se enganche numa grade ou tela, também há o risco do dedo ser arrancado acidentalmente.

Escovação
A partir de?
Desde a chegada do filhote ao novo lar.

Com o quê?
A escovação deve ser feita com pentes e escovas de uso veterinário.
A escolha desses utensílios dependerá da raça e do tipo de pelagem do seu filhote.

Como fazer?
Segure-o e escove-o delicadamente por todo o corpo. Comece pelas regiões do corpo menos sensíveis (costas, peito, quadril) até terminar a escovação nos membros e na cabeça.

Escove-o com movimentos no sentido do crescimento do pêlo, para desembaraçar os “nós”, remover as sujidades e os pêlos mortos. Nunca faça movimentos rápidos e bruscos, pois certamente o machucaremos se arrancarmos pêlos sadios. Caso encontre muitos “nós” por todo o corpo, deixe-o sob os cuidados de um profissional.

Com que freqüência ?
Varia muito, devendo ser indicado por um profissional de acordo com o tipo de pêlo (curto, médio, longo, com subpêlo, fino, grosso, crespo, etc.). De uma maneira simplificada, quanto maior o comprimento e o volume do pêlo, mais constante deverá ser a escovação.

Cães que vivem e/ou freqüentam locais onde há muito vento, umidade e matéria orgânica (areia, terra, grama, jardim, etc.), necessitam de cuidados preventivos mais freqüentes.

A troca de pelagem dos cães acontece durante a primavera e o outono, com uma queda intensa dos pêlos por todo o corpo. Em regiões onde o clima das estações não é bem definido, essa muda pode ocorrer em épocas diversas e por longos períodos. Os cuidados com a escovação durante todo o período de muda também deverão ser bem mais freqüentes.

Banho
A partir de?
Aproximadamente 4 meses, mas pode ser realizado antes desde que se tome muito cuidado para não resfriá-lo e somente quando ele estiver muito sujo de lama, fezes, urina… situações que comprometem a saúde de sua pele.

Tirando essas situações, banhos muito freqüentes não são recomendáveis porque resseca a pele e remove a oleosidade natural (proteção), deixando o filhote mais vulnerável a desenvolver problemas dermatológicos.

Com o quê?
O banho deve ser dado com xampus de uso veterinário. Além de terem um pH adequado, possuem substâncias oleosas que repõem os sistemas naturais de proteção da pele e pêlo.

Como fazer?
Escove bem o filhote antes do banho, a fim de remover todos os “nós”, sujidades e pêlos soltos. Coloque um chumaço de algodão umedecido com óleo mineral de uso infantil nas duas orelhas, evitando que acidentalmente entre água em seu interior.

Molhe-o aos poucos com um chuveirinho ou uma caneca com água morna, iniciando pelas patas e subindo até molhar todo o corpo. Segure a cabeça do filhote delicadamente, abaixando suas orelhas e molhando sua cabeça jogando água sempre de cima para baixo.

Espalhe e friccione o xampu em toda a superfície de seu corpo, deixando-o ensaboado por alguns minutos. Enxágüe-o logo em seguida com muito cuidado, para não deixar resíduos do produto em sua pele.

Faça uma pré-secagem esfregando-o em uma toalha macia e finalize o procedimento com um secador em temperatura média. Durante a secagem, escove-o seguindo a direção do crescimento dos pêlos.

Faça uma inspeção final para avaliar se o cãozinho está totalmente seco e remova os chumaços de algodão das orelhas. Após o término do banho mantenha-o em um local limpo, pois às vezes o cheiro do xampu não agrada o filhote e ele tenta adquirir um odor mais natural rolando pelo chão.

Com que freqüência?
Normalmente de uma a duas vezes ao mês em condições normais de pele e pêlo, mas deve ser confirmado por um profissional de acordo com o tipo de pêlo e a raça do seu cão.

Tosa
A partir de?
Verifique se existe a necessidade de tosa para a raça de seu filhote e inicie seus cuidados somente após o término do programa de vacinação (por volta de 5 meses).

Com o quê e como fazer?
Exige técnica, prática e equipamentos especiais (máquina e lâminas de tosa, tesouras, desembaraçadores, etc.). A não ser que você faça um curso profissionalizante, deixe esse trabalho nas mãos de um tosador profissional.

Por quê fazer?
A tosa é importante para preservar as características raciais, proporcionar condições adequadas para manter a pele e o pêlo saudáveis e melhorar o bem estar do animal em regiões muito quentes.

Com que freqüência?
Varia muito, devendo ser indicado por um profissional de acordo com o padrão da raça, o tipo de pêlo, a rotina do cão e a estação do ano.

Cães que vivem e/ou freqüentam locais onde há muito vento, umidade e matéria orgânica (areia, terra, grama, jardim, etc.), necessitam de cuidados mais freqüentes, principalmente com a tosa higiênica.

Esse tipo de tosa tem como finalidade: desembaraçar eventuais “nós” no pêlo, manter o pêlo curto nas regiões onde o acúmulo de sujidades é maior para facilitar a higienização. Geralmente é feito no abdômen, nas extremidades das patas, próximos das genitálias, em todo o focinho e ao redor dos olhos, etc.

Dr. Dalton
fonte: pediatriacanina.com.br

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